A alma se acalma, quando a luz de sua áurea, penetra profundamente em meu ser.
Me tocas suavemente,como uma pena,que roça a pele, como vento, alisando o rosto.
Me agasalho em seu corpo, e assim meio decomposto, me perco e me acho em você.
Fomos duas vertentes de um mesmo rio,que correu entre as ravinas de lados opostos,
no caminho, nos obstaculamos, e mesmo assim diluímos pedras, vencemos desafios.
Escarpamos os vales, no afã de abrir caminhos, para desviar-nos de nossas mágoas
Uma viagem topográfica, de altos e baixos, com um mesmo destino, em um tênue fio
Em um dado momento desta viajem, nos cruzamos e nos completamos na deságua
que formou um potente rio, que sem barreiras vai em busca do objetivo que afaga,
o berço mar remoinho,onde fizemos um ninho,turbilhão de brumas, no encontro das águas
Autor: PortalMatrix

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