
No abstrato do ser sutil,
o sentimento do amor penetra.
O coração chamou e outro ouviu,
uma paixão que fere como uma seta.
Por ter por impedimento uma vida enfadada,
com uma parte de tudo e outra parte de nada.
Como o Sol que busca desesperadamente a lua,
mas só lhes são permitidos breves momentos.
No amanhecer da aurora, fita a amada que não pode ser sua.
Insinua-se com o seu brilho áureo rosado,e ela já despida de luz,
desce no horizonte cintilante do mar, até a hora aguardada.
No entardecer ela o busca,na esperança do beijo, a que faz jus.
Ele tenta ficar altivo, mas se rende pela força da sentença cruel,
precipitando-se tristonho, por entre a montanha escarpada,
sem consolo, sem desabafo,tendo apenas como testemunha o céu.
É esta a sina do amor proibido, que surge tardio, sem poder ser mudado.
Uma faca no peito,uma voz abafada,por mera condição, do destino traçado.
Não me ame!
Porque não te mereço.
Não me ame!
A desilusão será o seu preço.
Não me ame!
Estou preso a outro momento.
Não me ame!
talvez assim eu te esqueço.
Não me ame!
Não posso te dar acalento.
Não me ame!
Não faça de nossas vidas um tormento.
Não me ame!
Minha vida é uma parte de outra.
Hoje ouvirá de minha boca.
Não me ame!não me ame!não me ame!
Porque não posso te amar!
Não fique triste com este não me ame.
É um não me ame,com vontade de chorar.
Autor: @PortalMatrix
Poema inspirado na no vídeo abaixo














